
Vivemos em um mundo muito consumista, imediatista, onde tudo é descartável, não só objetos, mas pessoas e relações também passaram a serem objetos de descarte.
Muitas “coisas” são descartadas não porquê não funcionam mais, mas porquê existe uma busca do ideal perfeito, do objeto de desejo melhor, seja uma casa, um carro, um relacionamento, uma aparência ou algo que o consumismo aponta como ideal.

Muitas mulheres sofrem com isto nas suas questões de aparência. Sempre em busca do corpo perfeito, obsessão de ser magra, escultural ou jovem. Ninguém é jovem para sempre e não há nada de errado em envelhecer (aliás, só é possível escapar morrendo antes!), em estar acima do peso ou em ter características físicas diferente do que é apresentado pelas mídias como belo.
Não existe um padrão. Existe diversidade. O padrão de cabelo, de corpo, de atitudes e de tantas coisas não são reais para a grande maioria. Estes falsos padrões levam muitas mulheres à frustração, a não aceitação de si mesmas, a terem baixa autoestima e ficarem neste “tem quê” da beleza.
O “tenho que ser magra, linda, jovem, etc”. Infinitos “tem quês”.
Não há nada de errado em querer melhorar sua aparência, isto é positivo, é autoamor ter vaidade. Errado é pensar que existem padrões e ficar querendo ser como o “padrão”. Ruim é não ter equilíbrio entre o que você é e quem você pode ser, pois a consequência deste desequilíbrio é a dor. Ruim é ao invés de ter felicidade em cuidar-se e melhorar-se, sentir tristeza por não poder realizar desejos de vaidade ou ficar mal por sentir-se obrigada a fazer certos rituais de vaidade. Ruim é não ver beleza em si, na vida ou no mundo.

Todo mundo tem beleza, todo mundo tem defeitos e qualidades. Todo mundo tem pontos fortes e pontos fracos.
E seria muito chato conviver somente com pessoas perfeitas. Imagine um monte de “pessoas perfeitas e ideais” segundo um padrão que “alguém” ou o consumo criou. Logo se criaria outro padrão porque o ser humano sempre procura o inatingível para vender, é a lógica consumista. Vende-se idéias, imagens, objetos…Vende-se tudo. Mas nem tudo se pode comprar.
Então as palavras são: amor próprio, autoestima, desapego e equilíbrio.
Faça aquilo que é possível com coerência, de forma equilibrada, não fique achando que sem os “tem quês” (fazer dieta, alisar os fios, fazer tratamentos estéticos, etc) você é menos bonita, inferior a outras mulheres ou pior que isto: uma mulher com baixa autoestima.
Sou a favor de nos cuidarmos. Mas acima disto, sou a favor de o exterior (aparência) não ser o fator determinante da nossa autoestima. Hoje você pode ter por exemplo, um cabelão, um corpo bem torneado, ser jovem, etc…Mas amanhã tudo muda. A chave é o equilíbrio. A chave é cuidar de dentro para fora antes. É desapegar de padrões, de imposições sociais, de autoimposições, de comparar-se com outras mulheres. Caminhe nesta direção treinando seu olhar, seus pensamentos, seus conceitos, educando-os para um novo foco. Se olhar no espelho com outro foco: enxergar beleza e qualidades em si mesma. Se necessário escreva. Fortalecer estes pontos, aceitar aquilo que rejeita numa atitude de autoamor e acolhimento como sendo parte de si. Você pode buscar melhorar o que é possível, mas viva bem com todos seus aspectos e características, sejam mutáveis ou imutáveis.

Mude a forma de como você olha para o próximo, procurando ver a beleza e qualidades que as outras pessoas possuem.
Exercitando o “ajuste de olhar” para si e para os outros certamente se sentirá mais feliz e será de fato feliz. Você verá com isto que outras mulheres passam pelos mesmos dramas. Isto humaniza as pessoas e as faz solidárias. O ser humano é adaptável e capaz de aprender novas maneiras de ver e viver a vida.
O “tem quê” não pode trazer infelicidade. Cuidar-se e procurar estar bonita na aparência física é um ato de amor próprio, porém não está acima de sua beleza interior. A beleza interior, uma vez cultivada, nada a retira e sempre ela se exterioriza. Já viu pessoas de grande beleza interna serem chamadas de belas, independentes de suas características físicas? O mesmo não acontece com aparência física, ela não enfeita o interior e um dia certamente passa.
Mude o verbo “tenho que fazer exercício, tenho que usar determinados produtos, tenho que emagrecer….” Isto aprisiona e traz infelicidade. Substitua por “vou fazer exercício porque quero ser saudável, vou usar os produtos para ficar melhor, vou mudar minha alimentação porque desejo cuidar do meu corpo e da minha saúde…e assim por diante”.
Se não puder fazer certas coisas, se não puder ter, se não tiver vontade, está tudo bem, sem problemas com você mesma.Você é muito mais que seu exterior, que sua aparência. Não se escravize, seja sua melhor amiga. Sem culpas.
Sabe a mãe que apoia o filho? Faça isso com você sem esperar de ninguém. Você está 24 horas em sua presença, grudada, então seja sua aliada e não sua sabotadora.
Se liberte dos “tem quês” e você será mais feliz.

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